Preto Velho vem... vem de Aruanda... firma seu ponto com arruda e
guin€ ¦é...
Em seu terreiro ele n€ ¦ão pede o seu nome... em seu Cong€ ¦á ele
n€ ¦ão perde a sua
F€ ¦é... Sarav€ ¦á aos Pretos e Pretas Velhas ... Salve Vov€ ¦ós e
Vov€ ¦ôs. Atrelado € ¦à
comemora€ ¦ção da liberta€ ¦ção dos escravos no Brasil, no m€ ¦ês de
Maio a maioria
dos terreiros de Umbanda sa€ ¦úda essa amada linha de trabalho que
tanta Luz
derrama em nossas vidas. Ao v€ ¦ê-los arqueados em suas
manifesta€ ¦ções, sempre
simples e humildes mas n€ ¦ão por isso servientes, n€ ¦ão vemos a
grandiosidade de
seu campo de atua€ ¦ção: que € ¦é vast€ ¦íssimo enquanto
Manifesta€ ¦ção Divina. Formada
por falanges inteiras de esp€ ¦íritos que de alguma forma est€ ¦ão
ligados € ¦à
Evolu€ ¦ção pelos Sentidos, trazem em sua for€ ¦ça de trabalho a
palavra amiga, o
consolo, a tranq€ ¦üilidade caracter€ ¦ística dos que trabalham pela
evolu€ ¦ção da
humanidade. Chamada de Linha das Almas por muitos, n€ ¦ão deixa de ser
verdade.
Vemos muitos Vov€ ¦ôs e Vov€ ¦ós que respondem por nomes simb€ ¦ólicos
de suas
falanges ligadas ao Cruzeiro, por exemplo: Vov€ ¦ó Joana do Cruzeiro...
Cruzeiro € ¦é um mist€ ¦ério ligado ao Trono da Evolu€ ¦ção, Pai
Obaluaiy€ ¦ê. Mas
tamb€ ¦ém ligado pelo s€ ¦ímbolo da cruz ao Trono da F€ ¦é, Pai
Oxal€ ¦á... mas isso n€ ¦ão
impede que haja manifesta€ ¦ção de entidades ligadas a outras
irradia€ ¦ções. H€ ¦á
ainda dentro da Umbanda a resist€ ¦ência de alguns m€ ¦édiuns quando
s€ ¦ão intu€ ¦ídos
pelos seus guias, quanto a seus nomes simb€ ¦ólicos de trabalho,
sen€ ¦ão com
certeza ter€ ¦íamos muitos "Pai Jo€ ¦ão da Terra", ou "Pai Joaquim das
€ ¦Águas e
porque n€ ¦ão Vov€ ¦ó Catarina do Fogo Divino...". Identificam-se pela
sua origem
africana como do Congo, de Angola, de Guin€ ¦é, que dizem respeito a
sua linha
de trabalho e campo de atua€ ¦ção. Marcada pela presen€ ¦ça do Negro na
Umbanda,
de forma nenhuma a religi€ ¦ão poderia deixar de homenagear suas
origens afro e
tamb€ ¦ém a ra€ ¦ça que permitiu que muitos esp€ ¦íritos semeadores da
nova religi€ ¦ão
pudessem encarnar no Brasil sem chamar muita aten€ ¦ção. A primeira
manifesta€ ¦ção relatada da Linha dos Pretos Velhos, € ¦é descrita na
hist€ ¦ória de
Pai Z€ ¦élio de Moraes : no dia em que houve a manifesta€ ¦ção do Sr.
Caboclo das
7 Encruzilhadas, na casa que em seguida seria batizada de Nossa Sra. da
Piedade, nesse mesmo dia houve a manifesta€ ¦ção de Pai Ant€ ¦ônio. O
esp€ ¦írito do
ex-escravo ali incorporado parecia sentir-se nada € ¦à vontade.
Curvado,
alquebrado, evitou ficar na mesa ali posta para as "-N€ ¦êgo num senta
n€ ¦ão,
sinh€ ¦ô ... N€ ¦êgo fica aqui mermo... Isso € ¦é coisa de sinh€ ¦ô
branco, i n€ ¦êgo deve
arrespeit€ ¦á. N€ ¦êgo fica aqui nu toco, qui € ¦é o lug€ ¦á di
n€ ¦êgo" Estava firmada
ali, a presen€ ¦ça do Preto Velho na Umbanda. E esse trejeito humilde,
simples,
honesto, sem pedir nada em troca, sempre em nome do Pai Criador, em
nome de
Nosso Senhor Jesus Cristo, essa naturalidade cativa dia a dia os filhos
de
Umbanda e todos aqueles que procuram ajuda nos templos. E se em suas
manifesta€ ¦ções trazem plasmadas as formas de suas exist€ ¦ências como
escravos,
saibam que essas falanges acolhem muitos e muitos esp€ ¦íritos afins
com suas
vibra€ ¦ções de F€ ¦é, Amor, Conhecimento, Justi€ ¦ça, Lei, Sabedoria e
Vida, que n€ ¦ão
necessariamente foram escravos em suas exist€ ¦ências anteriores. A
naturalidade de um Preto Velho € ¦é indescrit€ ¦ível. € ¦É algo que
sentimos, e se de
cora€ ¦ção aberto estivermos para absorve-la como ben€ ¦ção, ent€ ¦ão
durar€ ¦á muito em
nosso € ¦íntimo. Ao ver um Preto Velho em terra, pitando seu cachimbo,
sentado
em seu banquinho, n€ ¦ão tenha vergonha, ajoelhe-se e pe€ ¦ça sua
ben€ ¦ção. Com
certeza ele est€ ¦á ali, em seu banquinho, baixinho perto do ch€ ¦ão,
para que
segurando em nossas m€ ¦ãos clamem ao criador b€ ¦ên€ ¦çãos de Paz,
Sa€ ¦úde, Harmonia,
Prosperidade e F€ ¦é, muita F€ ¦é! Sarav€ ¦á Senhores e Senhoras das
Correntes de
Pretos Velhos... Ax€ ¦é... Salve as Almas ...